15 de janeiro de 2009

II

da poesia, essa dor:

rasga meu peito
esquerdo e direito
a insistência
procurar e inspirar e escrever
com os estilhaços
do labirinto eu
carne-viva
verbo ou hemorragiando-se
esse de ou em tanto amor
refletir poetas
y todos los otros muertos
revirar e viver repetindo
passados meus
só no parecer
da palavra escrita.

3 comentários:

Stephanie disse...

então, o identificar-se nas palavras do outro - defrontar-se com o limite da linguagem no verso suspenso resistindo ao tempo, à morte - e evocá-los, almas irmãs, mestres, cúmplices

e trazer pro nossos verbos suas lições, texturas, imagens, reconfigurando a experiência, trazendo pras palavras um relance do que pode o que se entende como vida

Luiz Guilherme disse...

Espero que eu tenha sido a inspiração pra isso...


,,, não, não! Muuuuuuita pretensão. Isso tá bom demais!

Rayanne disse...

ahahaha.

Flor minha.
E não é a palavra
unindo
uníssono
os corações das gentes?

AMo!

**Estrelas**