20 de fevereiro de 2009

não quero precisar
poesia.

não posso.

mas quando a loucura
é o próximo passo
e sequer há chuva
para dançarmos
rumba
pelo asfalto
- uma monotonia essa vida
os teus longos braços
- palavras
me alcançam
as costas
tocando coçando insistindo.

então
nesse momento
qualquer negação
de poesia,

impossibilidade.

6 comentários:

.lucas guedes disse...

é mesmo ruim quando falta chuva pra dançar rumba.

Marrí disse...

Rico. Todo emoção...

Artemis disse...

Como negar?

Saudades.

Stephanie disse...

o negócio é dançar, coração, com ou sem chuva - mesmo diante da impossibilidade momentânea da poesia, porque a qualquer momento ela, como boa fera a vagar por cantos distantes, sabe recuperar o rastro e voltar pra toca

tem presente pra você no leveza, um afago

beijos

O2 disse...

Dançar faz sempre bem, com ou sem chuva, com ou sem rumba!

Acho que alias, que quem escreve assim, nunca para a dança!

:)

Beijos

Leandro Jardim disse...

Entendo bem esse poema, sinto o seu eco em mim :) coisa de poetas

beiJardins