28 de abril de 2009

quando o que me ouso é o silêncio. quando o que permito ao mundo as pessoas ao que resta além de mim é o silêncio. apenas e gigantesco. apenas mas gingantesco. porque não dizer palavras é atingir o limite de mim mesma. eu não minto eu não sei mentir eu não pretendo aprender. mas. não dizer palavras quando todo meu corpo fala sobre esse abismo que é dor dor dor é necessário? eu não quero que saiba e. eu quero te poupar de tornar-me porque isso de gostar inclui ser um pouco o outro. o tempo presente do outro e. meus olhos perdidos no nada enquanto formam oceanos entre meus pés. não quero. minha cor se perdendo. não quero. minhas mãos insistentemente em aflição desgrenhando os cabelos quando não seguram cigarros & copos. não quero não quero. dentro de mim sussurro digo grito repito. não quero nada disso. por isso aqui e. agora. digo palavras escrevendo. é pretensão de a dor verbo e hemorragiar-se até não haver mais. essa dor vai acabar. eu sei eu sei. eu sei. embora agora você saiba. dela. e será uma troca. uma troca constante.

27 de abril de 2009

Do blog me livro

Lançamento em conjunto de Leandro Jardim, Múcio Góes, Moacir Caetano, Octávio Roggiero e Sandra Souza.

02/05/09 (sábado), a partir das 15 h.
Livraria Martins Fontes
Av. Paulista, 509.

24 de abril de 2009

Para Juliana Brandão

dói e ponto
não

dói vírgula mas
o tempo curará
eu mesma.

05/04/07

16 de abril de 2009

não sobre as internas pré-esquecidas e incontáveis mas sobre a única que mostra-se oferecendo irreversibilidade sobre a pele. a minha pele. porque antes o sentimento era ser um vidro frágil pré-vendo quedas e estilhaçamentos e o nunca mais ser inteira porque cicatrizes e o remendar-me rejeitando pedaços o excesso e sempre houve tanto sempre mas agora é tristeza a marca do não-mais rasgo visível em olhar-me no espelho. é tristeza passear a mão pelo corpo e desistir em aprofundá-la no afagar-me e todo o cuidado e não esquecer esse não esquecer jamais as cicatrizes de dentro e agora fora.