16 de abril de 2009

não sobre as internas pré-esquecidas e incontáveis mas sobre a única que mostra-se oferecendo irreversibilidade sobre a pele. a minha pele. porque antes o sentimento era ser um vidro frágil pré-vendo quedas e estilhaçamentos e o nunca mais ser inteira porque cicatrizes e o remendar-me rejeitando pedaços o excesso e sempre houve tanto sempre mas agora é tristeza a marca do não-mais rasgo visível em olhar-me no espelho. é tristeza passear a mão pelo corpo e desistir em aprofundá-la no afagar-me e todo o cuidado e não esquecer esse não esquecer jamais as cicatrizes de dentro e agora fora.

5 comentários:

geo. disse...

lubi, você demorou mas sinto que esse foi um 'vomitado' de tudo que tava aí dentro?

é aquele texto sem respiração, porque a respiração hoje em dia é o que sufoca (pensei nisso agora, vai virar um post).

chegou no fim e eu falei: ufa!
ufa de ter outro texto pra ler, e ufa por mais uma respirada inquietante.

beijo!

.lucas guedes disse...

você aceita um elogio?

muito lindo isso.

:-)

Rayanne disse...

Ô, boniteza.

Ô.

O abraço tá aqui, coçando.

**Estrelas ardem**

J.F. de Souza disse...

tanto se acostumou com as cicatrizes
que, quando não se fere
pelos caminhos que escolhe,
ele mesmo se corta

Stephanie disse...

às vezes tenho a impressão de que nossas vidas (nossos corpos, talvez) sejam em parte mapas de cicatrizes: cada uma delas um momento, uma história (alguma dor) e depois disso - uma certa forma de regenerar que não nos deixa ser exatamente como antes.

adorei ver você,
e logo logo a gente vai se ver de novo.

beijos!