Tenho vinte e dois anos e estou perdendo-os apressadamente na sobre-vivência com a visão e audição e olfato e tato e paladar pela intensidade de sentir. Sinto muito. Sou inteira id. Nasci passado e não sei se é corpo ou alma esse envelhecimento. Essas tantas rugas de tão poucos amores como o craquelado de chão sertanejo, até o abismo interior ou o abaixo da terra, esses infernos. Meu imenso ego transborda invisível o físico. Para falar dos outros, falo de mim e até calada. Você jamais me conhecerá inteira porque quando minto, há verdades e elas são minhas e apenas, porque minha prisão é viver o que quer que seja e a libertação é a escrita. Quando eu não suportar mais essas tantas reinvenções de mim mesma pela negação do eu único e profundo e tão só e pelo ódio ao previsível e rotineiro, queimarei meus restos para as moscas não pousarem nesse sagrado, para os insetos não devorarem o que nunca houve. E tocarei um fado, o mais triste, para o tempo parar para sempre.
10 comentários:
ainda bem que não é em um copo de cerveja. hehe Beijos e bons mergulhos dentro de si.
Legal esse Lubi.
e eu não sei nadar. quer dizer, desaprendi...
beijo
Todos nós querida,todos nós...
bjos
Sempre...
Afinal, somos todos um grande oceano, e cada gota, um reinventar-se, nessa poesia louca da vida.
Ainda bem.
:)
Tá tudo lindo, lindo aqui.
E comprei net e notebook. Agora vai ficar mais fácil!
Vai, sim!
Beijo!
Eiiii...
quero um layout assim! Me ajuda!
Te afogas! E te salvas?
Se assim, já valeu a pena o que for...
É que em ti,
há-fogo.
**Estrelas, flor**
e nos afaga!
:)
beiJardins
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