Tenho vinte e dois anos e estou perdendo-os apressadamente na sobre-vivência com a visão e audição e olfato e tato e paladar pela intensidade de sentir. Sinto muito. Sou inteira id. Nasci passado e não sei se é corpo ou alma esse envelhecimento. Essas tantas rugas de tão poucos amores como o craquelado de chão sertanejo, até o abismo interior ou o abaixo da terra, esses infernos. Meu imenso ego transborda invisível o físico. Para falar dos outros, falo de mim e até calada. Você jamais me conhecerá inteira porque quando minto, há verdades e elas são minhas e apenas, porque minha prisão é viver o que quer que seja e a libertação é a escrita. Quando eu não suportar mais essas tantas reinvenções de mim mesma pela negação do eu único e profundo e tão só e pelo ódio ao previsível e rotineiro, queimarei meus restos para as moscas não pousarem nesse sagrado, para os insetos não devorarem o que nunca houve. E tocarei um fado, o mais triste, para o tempo parar para sempre.
9 comentários:
Ela sabe sim, só finge que não pra se fazer de durona.
Que lindo!
.)
e vai passar.
disso ela também sabe...
beijos lubi
Uma boa massagem no ego pode curar!! bjo
até eu que não sou muito fã de gatos e nunca vi a pedrita pessoalmente (animalmente?) me senti massageado
e acho que ela descobriu, sim, hein?
mas é linda essa minha flor. linda. e o texto e a pedrita, iguais. beijos saudosos!
style man, curti à vera!!
Parabéns!
Linkei seu blog no meu!
algum problema? =D
Fique na paz!
bonito isso.
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