quando o exterior corre em sua ordem de trabalho, faculdade e as mudanças desejadas e necessárias. os pequenos ajustes em mim. e mesmo assim, o interior insiste doendo solitário. nunca soube esse silêncio rompendo meu peito, partindo-me em duas. tão distintas. a perfeição de uma vida e essa tristeza inconsolável que não sei por quê e que me acostumou.
esse silêncio que dói, dói porque nunca antes. pensei ter apreendido as palavras. pensei ser elas meu refúgio. mas agora, sigo as placas, as mesmas placas e não encontro. essa gota de alívio que é a poesia. como disseram, transformar as palavras para falar o dentro antes indecifrável.
esse silêncio quando sou toda inquietação e uma busca apressada pelo novo. quando preciso falar falar para findar a solidão latente. esse frio de não ter abraços pela compreensão.
sou eu mas não me reconheço. sou eu mas não há sentidos sentimentos coloridos. há armagura, mas sou tão nova.
e é tão inverno, como disse outras vezes. o tempo imitando-me é agora. só agora.
parabéns, atari 800
1 dia atrás
14 comentários:
Tristeza, silêncio, solidão, também fazem poesia. Caramba, Lubi! Das boas. "essa gota de alívio que é a poesia." O que nos sobrevive.
Amo. E beijo.
Gosto do seu modo de poetar...
rs
beijos
bem bonito. e eu me identifico.
Oi moça, adorei a visita... e o teu blog também! Apareça sempre. Sônia (A Letreira)
Doce (e amargo) inverno.
lindamente encantador teu blog!
*-*
... e isso também passará.
porque existem esses momentos em que nos desencontramos de alguma coisa dentro, que os cansaços são de tempos muito maiores que nossos anos, que as palavras, nem mesmo elas nos socorrem
e no entanto, sobrevive-se a isso, minha querida. Mesmo que demore dentro da gente, uma hora chega a primavera.
beijos
a inquietação é o que move o mundo
e tambem o poeta...
soube usar as palavras para descrever.
Saudades de você...
Desses frios que sentimos e que não chegam em nenhuma janela. Desses silêncios que sufocam, sem cor. Dessas dores tão finas que mais parecem música. Das miudezas que constróem a imensa rede de nós.
Detalhes delicados que jamais saberemos, mas que vivemos do dom,
feito flor ao vento.
Ops! Esqueci de deixar meu endereço: www.palavradeluise.blogspot.com
caramba moça, traduziu de certa forma o que sinto às vezes(ou quase sempre)
Belíssimo o blog!
^^
.
como vc escreve bonito, Ljubljana
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