6 de julho de 2009

quando o exterior corre em sua ordem de trabalho, faculdade e as mudanças desejadas e necessárias. os pequenos ajustes em mim. e mesmo assim, o interior insiste doendo solitário. nunca soube esse silêncio rompendo meu peito, partindo-me em duas. tão distintas. a perfeição de uma vida e essa tristeza inconsolável que não sei por quê e que me acostumou.
esse silêncio que dói, dói porque nunca antes. pensei ter apreendido as palavras. pensei ser elas meu refúgio. mas agora, sigo as placas, as mesmas placas e não encontro. essa gota de alívio que é a poesia. como disseram, transformar as palavras para falar o dentro antes indecifrável.
esse silêncio quando sou toda inquietação e uma busca apressada pelo novo. quando preciso falar falar para findar a solidão latente. esse frio de não ter abraços pela compreensão.
sou eu mas não me reconheço. sou eu mas não há sentidos sentimentos coloridos. há armagura, mas sou tão nova.
e é tão inverno, como disse outras vezes. o tempo imitando-me é agora. só agora.

14 comentários:

Elaine Lemos disse...

Tristeza, silêncio, solidão, também fazem poesia. Caramba, Lubi! Das boas. "essa gota de alívio que é a poesia." O que nos sobrevive.

Amo. E beijo.

Nadja disse...

Gosto do seu modo de poetar...


rs


beijos

paulete miletta. disse...

bem bonito. e eu me identifico.

: A Letreira disse...

Oi moça, adorei a visita... e o teu blog também! Apareça sempre. Sônia (A Letreira)

Katrina disse...

Doce (e amargo) inverno.

Hosana Lemos disse...

lindamente encantador teu blog!
*-*

Bruno disse...

... e isso também passará.

Stephanie disse...

porque existem esses momentos em que nos desencontramos de alguma coisa dentro, que os cansaços são de tempos muito maiores que nossos anos, que as palavras, nem mesmo elas nos socorrem

e no entanto, sobrevive-se a isso, minha querida. Mesmo que demore dentro da gente, uma hora chega a primavera.

beijos

Renata (impermeável a) disse...

a inquietação é o que move o mundo
e tambem o poeta...


soube usar as palavras para descrever.

Artemis disse...

Saudades de você...

Luise disse...

Desses frios que sentimos e que não chegam em nenhuma janela. Desses silêncios que sufocam, sem cor. Dessas dores tão finas que mais parecem música. Das miudezas que constróem a imensa rede de nós.

Detalhes delicados que jamais saberemos, mas que vivemos do dom,
feito flor ao vento.

Luise disse...

Ops! Esqueci de deixar meu endereço: www.palavradeluise.blogspot.com

Hosana Lemos disse...

caramba moça, traduziu de certa forma o que sinto às vezes(ou quase sempre)
Belíssimo o blog!
^^

.

Patricia Cardoso disse...

como vc escreve bonito, Ljubljana