22 de outubro de 2009

Pôuste 'Volto-logo'

Disfarço o que não quero aceitar, embora minha postura faça os outros acreditarem que encaro, sempre.
Eu disfarço para dentro.
Tem sido assim com a escrita. Há alguns meses não consigo escrever. Poesias que não são como sinto, que são pela metade ou que simplesmente não saem. Eu disfarço para dentro com tentativas frustradas. As frases ficam soltas, sem contexto. As palavras se escondem. Dói.
O que é obrigação ocupa minha vida e o que é belo não me penetra. Eu sinto falta da minha intensidade, da minha capacidade de viver tudo até a última gota.
Assisto o refluxo do passado, desejando não me contaminar com lembranças. A saudade de tempos que já foram não é desejo de reviver e isso, às vezes, me confunde.
Tudo tanto e tão misturado.
Vou aliviar algumas dores, pedir para a poesia voltar pro meu dia-a-dia. Volto em 2010.

***

Lembrando que os dias 7 são meus no Blog das 30 Pessoas.

14 de outubro de 2009

Abril, 15.

além de em noites
........porque mentem vazios
parece-me inexistir repostas nos
passos pela cidade de
essas avenidas intransitáveis
pelo ser em nós:
questão principal.
eu internalizo o alarde de
........conversas buzinas melodias
para te falar porque meu excesso é
........silêncio, um profundo
me diferencio enquanto
você me esconde & a todas as pessoas dentro de si
porque há solidão sempre mas
além do singular
- sua crença.
os passos a resposta o óbvio:
nós sermos um.
livrar-te do sofrimento
esse o sentido de te declamar enfática
de Ismar Tirelli, Reds:
eu vivo só mas ninguém sabe
e abandoná-lo minutos para perceber que
solidão é todo universo unido em
e não saber fingir não saber
até a noite vir.

7 de outubro de 2009

mãe,

me acostumo rápido com nosso gosto bom. esqueço o passado. mas quando vem o choro é salgado como um mar inteiro. corta os lábios, impede a fala. me faz estátua.

2 de outubro de 2009