4 de dezembro de 2009

Sentimentalismos

sobre como é ruim me manter distante: separação. tão ruim que não consigo, insisto. dizendo que não tenho mais argumentos. para logo após voltar.

assim, exatamente assim há cinco minutos.

otto no media player.

quando voltei, você não estava mais lá. é ausência, a mais aguda, a mais sofrida. não há lágrimas. é por dentro. sinto água escorrendo nas minhas paredes internas, como quando chove demais. ir inundando aos poucos. até o afogamento.

já me disseram: o limite é até onde doeu a última vez.

sobre querer reagir. perdi a conta dos cigarros. mas ainda nenhum gole. embora a vontade seja pintar o mundo. a minha visão do mundo. porque a vida segue. nos carros que passam pela grande avenida.

luzes de natal.

e nunca estive tão sozinha.

nunca estive tão sozinha é a possibilidade quase certeza de nunca seus abraços. suas mãos passeando em mim, idas e vindas. e línguas. fluídos. nunca mais teu cheiro morando nos meus pulmões. e nós sem sabermos quem somos. duas pessoas morando no mesmo corpo.

sobre quando foi maravilhar para mim. mas para você não. nem tanto. seria egoísmo, ver só para dentro.

sobre quando acabou quando eu toquei o céu.

e eu cai, de repente.