20 de março de 2010

há tanto tempo não escrevo sobre você

três anos depois da despedida em Congonhas - o beijo mais apaixonado, a previsão da saudade ser desespero, eu me virando para não vê-lo embarcar e o barulho do meu salto solitário pela plataforma. me lembro perfeitamente.
e hoje sei que o temporal que caiu, logo após que entrei no carro, era antecipação das minhas lágrimas.
três anos depois da despedida em Congonhas, nos vemos. quem, de todas as pessoas entre nós, poderia perceber o nosso passado em gestos tão sutis? em gestos que só querem disfarçar.
além da feição, quase não te reconheci. aquela espontaneidade forçada, uma contradição. ao me ver desfilando com copos, rasgando frases com ironias. fingir que não te chocava. fingir que não era desconhecido o que antes você soube até o interno.
não faz sentido. não fez sentido arrastar sentimento quando não havia mais salvação para o nosso amor. e eu falo de mim. sei da amargura que cultivei durante todo esse tempo. porque sempre temi que você fosse o único amado por mim. sempre temi viver apenas de lembranças. foi um erro.
me lembro perfeitamente. copacabana. mas acabou.

4 comentários:

Sylvia Araujo disse...

Gostei daqui só de ler o seu perfil. E quando invadi tuas letras fiquei emocionada. Não é difícil os pelos do meu braço eriçarem. A única coisa que eles pedem é sentimento. Cuspido. Escarrado. E você encheu a minha cara de saliva.
Obrigada.

Beijo pra você.

Artemis disse...

E, hoje, nos levamos às lágrimas.



Te espero no novo dia do Guns, amiga. Dessa vez, eu vou.

J.F. de Souza disse...

:(

Aline Dias disse...

Intenso.
gostei.