28 de maio de 2010

não sei aonde está
então
conheço o verdadeiro
da palavra

desamparo

quando decide
caminhar o que é
desconhecido
para mim

(o vento assombra as árvores)

e ainda assim
estado comum:

as ruas e avenidas
ou estar parado

pudesse, fumaria mil cigarros

para terminar
a ausência das mãos
do vazio que é por dentro
o calor que apenas sai
em fumaças

apenas sai, não entra:

desamparo.

7 de maio de 2010

Bacana

preferi teu corpo
ao mar
de copacabana

o aconchego de
permanecer

poder permanecer
desconsiderando as ondas

o ir & vir
das ondas
para nos alcançar

a pele.

porque a distância que não mantenho é
das minhas mãos da minha boca
em você tão bronzeada.

***

Enquanto vivia, não me saia da cabeça esse som: