2 de agosto de 2010

more tears

pensar não haver o que perder porque são pela sinceridade. porque são. eram. o tempo é o passado. porque eram pelo direito de ser inteiros como plural e ou singular.
burrice, coração. ingenuidade.
o amor é sempre sobre si mesmo. o pequeno resto é cercar o outro. é apenas fingimento de controle. fingimento. vigiar tanto para pensar que não há nada mais. porque você não vê. porque você nunca vai conseguir enxergar o dentro do outro. ver por quem o coração bate. de verdade. se o rosto se os trejeitos são costumes. nada mais. o que importa é o escondido. que nunca alcançaremos esse profundo.
suporte, coração, o repeat mental da confissão de amor por outra mulher. não se pode calar. essa faca que perfura os ouvidos e desce pela garganta e paralisa.
a confissão como conversa em mesa de bar. espontaneidade em cigarros e copos compartilhados em pernas roçando-se. a naturalidade de falar como quem fala sobre futebol sobre o trabalho sobre o tempo e outras pequenezas diárias. porque eram pela sinceridade. muito antes de serem o nós.
agora, é fazer o caminho inverso, coração. eu penso em renascer por esses anos.

*

repostando o 'escrevendo, me organizo' que deletei. enfim.

2 comentários:

Jeanne disse...

Infelizmente todos os dias morre um amor. Com a sutileza de galvão bueno narrando a final do tetra, com os medos de pequenas manias e intimidades, com a canalhice de alguns. E isso me deixa muito puta!

Artemis disse...

Ah, a nossa pretensão de ter o controle... Nos descontrolamos frente à realidade, mesmo tentando manter aquela estampa blasè que sempre nos cai tão bem...