25 de abril de 2011

um post reflexivo

decidi participar de um concurso de escritoras. não acho que tenho um super talento como poeta, mas. me por à prova equivale a subir um degrau.
anteriormente, já havia decidido publicar um livro, já havia selecionado os poemas e enviado para alguns amigos opiniarem. publicar um livro nunca foi algo primordial para mim, nunca foi uma meta a ser alcançada. acho que tem muito a ver com fechar uma fase na minha vida.
na necessidade quase urgente de reler os poemas escolhidos, tirar alguns, por outros, eu mesma não consigo lê-los. a primeira página diz: para G., por quem todos os poemas são. eu não quero experimentar a intesidade ali descrita em muitos momentos da minha vida em que eu fui extremamente feliz ou em momentos de dores, que aceita e passei por. esse medo acontece quando seguramos a rédea de nossas próprias vidas. e segurar a rédea, às vezes, nos impede de ter grandes experiências. eu ando tão controlada que não me surpreendo mais com nada. a vida vai acontecendo e eu vou vivendo.
é um livro sobre amor. em que eu preciso voltar a acreditar.

24 de abril de 2011

campo minado

estar com você é o mesmo perigo de caminhar sobre um campo mimado. o mesmo cuidado.
como prever quando não haverá mais o próximo instante, o próximo passo? não há essa possibilidade.
os atos são uma respiração ofegante, pernas flexionadas e mãos fechadas, esperando o susto. a explosão.

11 de abril de 2011

seus grãos de beleza

estou apaixonando-me
                repetidamente
pelas pequenas coisas

em você.

diria: coração em loop.

grains de beauté nas suas costas:
                que eu não enxerguei antes dos fins

novos caminhos
                para minhas mãos minha língua

para eu chegar em casa.

2 de abril de 2011

a delicadeza da sua cabeça amparada
                pelo meu ombro esquerdo
e eu fecho meus olhos

é compartilharmo-nos como refúgio

momentos de esquecer a realidade

sua barba roçando na minha pele
                o prazer que é até a dor

como o barco que chega ao cáis, mas risca
                seu caminho nas ondas do mar,

são tantas essas nossas cicatrizes.