2 de abril de 2011

a delicadeza da sua cabeça amparada
                pelo meu ombro esquerdo
e eu fecho meus olhos

é compartilharmo-nos como refúgio

momentos de esquecer a realidade

sua barba roçando na minha pele
                o prazer que é até a dor

como o barco que chega ao cáis, mas risca
                seu caminho nas ondas do mar,

são tantas essas nossas cicatrizes. 

4 comentários:

Aline Dias disse...

que coisa terna.

Artemis disse...

Forte, delicado...

Katrina disse...

cicatrizes em ondas.

Sandra Regina de Souza disse...

Repetindo: sutil e delicado! Muito bom!!!! bj