20 de setembro de 2011

o que não me mata, me fortalece

por mais que eu fale, só eu sei realmente o momento pelo qual estou passando e os sentimentos que tenho.
só eu sei da minha autodestrutividade, apesar de aparentar sensatez e otimismo. e o quanto tenho forçado a sobriedade nesses dias em que as saudades e solidão beiram o limite da minha força. e o quanto tenho me forçado a não.fazer.merdas.
tenho perdido muito muito tempo tentando entender os últimos acontecimentos e os detalhes mais importantes são inacessíveis. chamaríamos os detalhes mais importantes de coincidências. e isso não me acalma. tenho fixação por esmiuçar o dito e o feito, o não dito e o não feito. e isso me faz sofrer. por não conseguir sempre e por quando conseguir, notar que a verdade atrás de tudo, não é bonita.
somos mesquinhos e o que nos move é a necessidade de sermos amados, doa a quem doer.
tenho perdido muito muito tempo olhando minhas mãos vazias. eu não sei perder eu nunca soube eu não quero aprender. será que quando aprendemos a perder a realidade perde a graça? eu acho que sim. ou as vitórias são mais gostosas? mas a vitória é cada dia.
sei que tudo o que eu fiz nos últimos anos foi para não passar pelo que eu estou passando agora.

16 de setembro de 2011

14 de setembro de 2011

tento concentrar-me em
o pão de acúçar, mas
o vento insiste

quer levar meu chapéu &

não há óculos que cale esse sol.

barcos deslizando deslizando lentos,
crianças brincando

desejo internalizar, não qualquer fotografia,
é o momento

vê-lo pertencendo a
um lugar distante de nossas paredes construindo-se

nosso papel de parede seria, então,
cartões postais do mundo inteiro:
(berlim, ny, paris, rio &
ainda serão tantos os destinos)


não aquele azul estampando inverso de qualquer alegria.