17 de junho de 2012


nada que desfaça

nada que lave o sal do seu corpo  na minha boca,
                esse gosto ruim

você sabe

nada que clareie a escuridão
                desse velho abismo: amor,

ao seu contrário, mas
                que também penetra, invade

a estrutura do ser.

nada que te desfaça de mim.

9 de junho de 2012

campo minado


estar com você é o mesmo perigo de caminhar sobre um campo mimado. o mesmo cuidado.
como prever quando não haverá mais o próximo instante, o próximo passo? não há essa possibilidade.
os atos são uma respiração ofegante, pernas flexionadas e mãos fechadas, esperando susto. a explosão.

metallica


acordei no meio da noite. aquela insônia que só a tristeza traz.
andei pela casa, parei na janela da sala, fumei um cigarro escutando nosso metallica.
às vezes, habitar altura é devastador. como não ser escuro às 3 da madrugada? a lua, as luzes.
a lembrança insistente, depois de um dia pesado, foi o dia em que te esperei até essas malditas 3h da madrugada e você não veio. os sentimentos. eu dormi de cansaço.