17 de junho de 2012


nada que desfaça

nada que lave o sal do seu corpo  na minha boca,
                esse gosto ruim

você sabe

nada que clareie a escuridão
                desse velho abismo: amor,

ao seu contrário, mas
                que também penetra, invade

a estrutura do ser.

nada que te desfaça de mim.

2 comentários:

elise disse...

uhum, porque quem ama o abismo, precisa ter asas.
parabéns pelo voo(o livro).
beijo.

bruniuhhh disse...

(às vezes: o tempo).
nem sempre.