26 de setembro de 2012

salar de uyuni particular


 nada que desfaça

nada que lave da minha boca o sal do seu corpo,
                esse gosto ruim
                               
o sal do seu corpo ferindo meus lábios
deixando-os sangrar

resultado de qualquer ousadia, pergunto
ou lembrança

nada que desfaça

você sabe

nada que suavize a escuridão
                desse abismo: amor ou

seu contrário, mas
                que também penetra, invade

a estrutura do ser.

nada que te desfaça em mim.


*

esse poema foi reescrito recentemente. o original dele táqui. 

3 comentários:

Marcelo R. Rezende disse...

Lindo, tão profundo, tão entregue.

alfacinha disse...

Tem o jeito para escrever poemas

As Flores e Eu disse...

Vivendo algo muito igual.
Lindas palavras.